segunda-feira, 12 de junho de 2017

ACMA: A Queima das Fitas de Évora


O A Cultura Mora Aqui está de volta ao blog, com mais um tema que dá muito que falar, Festas e Festividades. Como seria de esperar e, estando nós na altura em que estamos, vim falar-vos da Queima das Fitas de Évora e da sua tradição, que poucas pessoas conhecem.

Muitas das Universidades são conhecidas pelas suas semanas académicas e Évora não é exceção, com passagens dos cantores Diogo Piçarra, David Carreira e a banda Amor Electro, este ano a festa foi abençoada (mais para uns, que para outros). Além do Cortejo Académico que sucede todos os anos, a Universidade de Évora tem uma tradição especial no que toca à Queima das Fitas, um ritual que se realiza à demasiados anos para serem contados.


No dia da sua Queima das Fitas o finalista deve vestir o seu traje e fazer-se acompanhar da sua Colher de Pau, rodeada de fitas (da cor do seu e de outros cursos), ou da sua Pasta, com as fitas cuidadosamente penduradas, até à Igreja da Sé, onde essas mesmas fitas serão abençoadas. A partir do final das missa os finalistas estão livres para almoçar e passar o dia com familiares e amigos, é às seis da tarde que a queima realmente começa.

Após o seu curso ser chamado, o finalista espera numa fila, nos Claustros do Colégio Espírito Santo, acompanhado pela pessoa que escolheu ser o seu Padrinho ou Madrinha de final de curso. De seguida, junta-se à Reitora numa mesa e, acompanhado desta e de outros membros do conselho, bebe um copo de vinho tinto. Juntos, o finalista e o seu Padrinho avançam para as escadarias e o Padrinho queima a fita que ofereceu ao agora afilhado.

Quando queimada a fita, o finalista avança para um género de pódio, onde quadro pessoas da sua confiança, escolhidas por si mesmo, o esperam e, pegando-o ao colo, atiram-no para uma piscina, onde este deverá deixar alguma da sua sabedoria que, nos anos seguintes os caloiros irão adquirir após colocarem o seu pé na fonte (mas isso é tema para outra publicação!).


Apesar de rápido, este é um ritual único e que pretende simbolizar o fim de um ciclo da vida que levará à abertura de novas oportunidades, uma nova forma e motivação para o início de uma importante fase da sua vida.

Eu terminei agora o primeiro ano e, por isso, ainda não traje e ainda tenho dois anos académicos pela frente antes da minha queima, no entanto, estou bastante ansiosa, pois é uma tradição da qual quero fazer parte e que espero que perdure durante muitos anos.

E vocês, que tradições académicas realizadas na altura da queima das fitas conhecem? Quem sabe, até podem partilhar as vossas experiências no ACMA, ou até mesmo falar de outros assuntos! Se quiserem juntar-se ao projeto basta enviarem um e-mail para acma.cultura@gmail.com e combinar tudo com as nossas organizadoras! É importante ter em atenção que não falaremos de assuntos relacionados com moda, beleza ou outros assuntos do género, no entanto, daremos uma maior importância a assuntos mais gerais e culturais.